sexta-feira, 26 de junho de 2015

On 11:36 by Lucchesi Toscana

Charutos da Toscana?  Se alguém ainda acredita que a tradição ou melhores charutos do mundo são de origem cubana, todos nós precisamos conhecer um pouco da tradição do chamado Sigaro Toscano. Entre os apreciadores estão: o revolucionário Garibaldi, os compositores Verdi e Puccini, os cineastas Sergio Leone e Francis Ford Coppolla e os atores Marcello Mastroianni e Clint Eastwood. Fatos que valem conferir a história.
O Grão-Duque da Toscana Fernando III, no ano de 1818 -  século XIX, decidiu fundar uma fábrica de tabaco em Florença.  A partir daí, quase 50 anos depois, quatro fábricas de manufatura de tabaco na região contavam com uma produção anual de 505 toneladas de charutos e cigarros, gerando empregos para centenas de operários. Naquela época, uma fábrica localizada em Lucca empregava 500 pessoas somente para enrolar charutos.
De acordo com a história, um fardo de tabaco Kentuchy foi deixado a secar na rua, em um dia chuvoso de verão. O tabaco, molhado, começou a fermentar, assim, os operários secaram-no e enrolaram-no em charutos toscos (alcunhados de stortignaccolo) e depois ofereceram à população mais próxima. Nascia assim, o sigaro toscano, um charuto inigualável que rapidamente se tornou popular pelo mundo. 
Industrialização
A intensa industrialização ocorrida naquela época nunca chegou a desvirtuar ou interferir na qualidade do charuto toscano. A indústria do tabaco se adaptou e buscou a diversificação, considerando as devidas proporções e a evolução das técnicas industriais daquele período.
Após a Segunda Guerra Mundial toda a produção foi transferida para Lucca e a oferta de charutos era já enorme, com várias gamas, preços, tamanhos, qualidades, sabores e aromas. Até o ano de 2004, a tradicional fábrica de Lucca funcionava em um antigo convento dominicano. A partir daí, as instalações foram transferidas para   Mugnano, na periferia de Lucca. 
As principais plantações estão na Toscana, Campania e Lazio, que depois de colhido, o tabaco é umedecido e curado em 20 dias. A linha onde se enrolam os charutos, é onde se concentra o trabalho mais rigoroso. 
Para garantir a qualidade, apenas 520 são enrolados por dia, por funcionários que passaram por um longo processo de aprendizagem e treinamento, através do qual, conta com uma rigorosa exigência pela preservação da qualidade e da tradição.
O sigaro toscano tem tradicionalmente uma aparência tosca, de cor escura, com superfícies desiguais e ambas as extremidades são abertas, em formato cónico, o que permite cortar o charuto ao meio. Como características marcantes estão: o cheiro intenso e um sabor bem diferenciado, além de ser   forte, encorpado, doce e amargo – principais peculiaridades desta iguaria pouco saudável. Além disso, existem também os charutos aromatizados com grappa, chocolate negro ou anis.
Considerado por muitos como um complemento à gastronomia regional e um parceiro obrigatório da grappa ou do amaro, o sigaro toscano é um produto acarinhado pelos toscanos. Embora não seja um contentamento para todos, é sem dúvida um prazer toscano que na verdade faz valer a seguinte frase: acender um sigaro toscano faz valer qualquer dia.